Soteriologia, a ciência da Salvação

Cristologia é o ramo da teologia cristã que trata da pessoa de Cristo. Já que a Cristologia procura abordar a obra salvadora de Cristo através do estudo da pessoa de Jesus, na teologia cristã tradicional ela vem, logicamente, antes da soteriologia, que é a doutrina da obra salvadora de Cristo. Na história contemporânea da igreja, porém, a soteriologia precedeu a Cristologia, já que a crença na obra salvadora de Cristo levou à reivindicação de quem Ele era. Cristologia não é a formulação de proposições reveladas, tanto quanto a resposta cristã ao fenômeno de Jesus.


Do livro Exaltai-O, de W. H. Branson, extraímos a seguinte experiência:

 

“Um evangelista e seus associados estavam realizando encontros todas as noites durante a semana abordando verdades probantes, dando ênfase a obrigações relacionadas à guarda da Lei de Deus e ao sábado. Davam à mensagem o ‘sonido certo’, e advertiam fervorosamente o povo.

 

“Sua atenção foi especialmente chamada para três homens que vinham à tenda regularmente, todas as noites, e que sempre se sentavam juntos, quase na frente. Pareciam estar profundamente interessados, e os evangelistas imaginavam que eles certamente estariam entre os primeiros a tomar posição em favor da mensagem. Mas, uma noite, os três homens não vieram. Os obreiros ficaram preocupados, mas imaginaram que talvez estivessem doentes, ou que algum compromisso os tivesse impedido de vir. Certamente compareceriam na noite seguinte. Passou-se mais uma semana, e não apareceram. Os obreiros ficaram tristes, pois contavam com sua aceitação de toda a mensagem.

 

“Então, depois de uma semana, eles voltaram, e ocuparam seus lugares habituais perto da plataforma. Pareciam mais interessados que nunca. Havia um novo brilho nos seus olhos. Alguma coisa havia acontecido com eles durante sua ausência, que aumentou sua avidez pela verdade. No final da reunião daquela noite, o evangelista aproximou-se deles e disse: ‘Estamos realmente felizes por vocês terem voltado; sentimos sua falta por uma semana.’

 

“Um deles respondeu: ‘Sim, houve um encontro do Exército da Salvação na cidade semana passada, e nós estivemos lá para encontrar a salvação. Sentimos a necessidade de conversão. Agora que encontramos ali o caminho a Cristo, voltamos aqui para aprender mais a respeito das doutrinas.’ 

 

“O obreiro, sentindo-se condenado e envergonhado, decidiu: ‘Deus me ajude para que nunca mais homem algum tenha de deixar minhas reuniões e ir a outro lugar para encontrar salvação.’

 

“Trabalhemos diligente e incansavelmente para que os homens se convertam a Cristo, tornando-O o centro de toda pregação – tanto em casa como nos salões de reunião. Unicamente o homem salvo e regenerado pode guardar, de modo apropriado, uma lei santa, e prestar obediência aceitável a Deus. Quando levamos homens e mulheres não convertidos a aceitar a lei e o sábado, só temos sucesso em criar legalistas. Estes, como os fariseus, tentarão o impossível para estabelecer sua própria justiça.”

 


Jesus Cristo, O Grande Centro de Atração

 

“Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado” 1 Coríntios 2: 2.

 

"A mensagem do terceiro anjo requer a apresentação do sábado do quarto mandamento, e esta verdade deve ser apresentada ao mundo; mas o grande centro de atração, Jesus Cristo, não deve ser deixado fora da mensagem do terceiro anjo.” Ev. 184.3.

 

“O pecador precisa olhar sempre para o Calvário, e com a fé simples de uma criança, confiar nos méritos de Cristo, aceitando a Sua justiça e crendo em Sua misericórdia. Os que trabalham na causa da verdade devem apresentar a justiça de Cristo.” Review and Herald, 20 de março de 1894. Ev. 185.1.

 


 

Exaltar a Cristo

 

“Cristo crucificado, Cristo ressurgido, Cristo assunto aos Céus, Cristo vindo outra vez, deve abrandar, alegrar e encher o espírito do ministro, de tal forma, que apresente estas verdades ao povo com amor e profundo zelo. O ministro desaparecerá então, e Jesus será revelado.”  Ev. 185.2.

 

“Exaltai a Jesus, vós que ensinais o povo, exaltai-O nos sermões, em cânticos, em oração. Que todas as vossas forças convirjam para dirigir ao "Cordeiro de Deus" (João 1:29) almas confusas, transviadas, perdidas. Exaltai-O, ao ressuscitado Salvador, e dizei a todos quantos ouvem: Ide Àquele que "vos amou e Se entregou a Si mesmo por nós". Efés. 5:2. Seja a ciência da salvação o tema central de todo sermão, de todo hino. Seja manifestado em toda súplica. Não introduzais em vossas pregações coisa alguma que seja em suplemento a Cristo, a sabedoria e o poder de Deus. Mantende perante o povo a Palavra da vida, apresentando Jesus como a esperança do arrependido e a fortaleza de todo crente. Revelai o caminho da paz à alma turbada e acabrunhada, e manifestai a graça e suficiência do Salvador.” Gospel Workers (Obreiros Evangélicos), págs. 159 e 160, (1915).  Ev. 185.3.

 

 

Em todo Discurso

 

“Há mais pessoas do que pensamos ansiando por encontrar o caminho para Cristo. Os que pregam a derradeira mensagem de misericórdia, devem ter em mente que Cristo tem de ser exaltado como o refúgio do pecador. Alguns ministros pensam não ser necessário pregar arrependimento e fé; julgam que seus ouvintes se acham relacionados com o evangelho, e que devem ser apresentados assuntos de diferente natureza, a fim de lhes prender a atenção. Muitas pessoas, no entanto, são lamentavelmente ignorantes quanto ao plano da salvação; precisam mais de instrução quanto a esse tema todo-importante, do que sobre qualquer outro.” Ev. 185, 186.

 

“São essenciais discursos teóricos, para que o povo veja a cadeia da verdade, elo após elo, ligando num todo perfeito; mas nunca se deve pregar um sermão sem apresentar como a base do evangelho a Cristo, e Ele crucificado. Os pastores alcançariam mais corações, se salientassem mais a piedade prática.” Gospel Workers (Obreiros Evangélicos), págs. 158, 159. (1915).

 

 

Pregando a Cristo pela Experiência

 

“Cada mensageiro deve sentir-se no dever de apresentar a plenitude de Cristo. Se não é apresentado o dom gratuito da justiça de Cristo, os discursos são áridos e sem vigor; as ovelhas e os cordeiros não são alimentados. Disse Paulo: ‘A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de poder.’ (1 Coríntios 2:4). Há no evangelho tutano e gordura. Jesus é o centro vivo de todas as coisas. Introduzi a Cristo em cada sermão. Fazei com que a preciosidade, a misericórdia e a glória de Jesus Cristo sejam contempladas até que Cristo, a esperança da glória, seja formado no homem interior.” Ev 186.2.

 

“Ajuntemos o que a nossa própria experiência nos revelou ser a preciosidade de Cristo, e apresentemo-Lo a outros como uma preciosa gema que fulgura e brilha. Assim será o pecador atraído a quem é representado como Líder entre dez mil e totalmente desejável. A cruz do Calvário é para nós um penhor de vida eterna. A fé em Cristo significa tudo para o crente sincero. Os méritos de Jesus apagam as transgressões, e cobrem-nos com as vestes da justiça tecidas no tear do Céu. A coroa da vida é-nos apresentada como a honra a ser conferida no final da luta. Estas preciosas verdades devem ser manifestadas em caracteres vivos.” Review and Herald, 19 de março de 1895. Ev. 186, 187. 

 

 

O Tema de Nossas Pregações

 

“São estes os nossos temas: Cristo crucificado pelos nossos pecados, Cristo ressuscitado dentre os mortos, Cristo nosso intercessor perante Deus; e intimamente relacionada com estes assuntos acha-se a obra do Espírito Santo, representante de Cristo, enviado com poder divino e com dons para os homens.” Carta 86, 1895. Ev. 187.1.

 

“Sua vinda pela segunda vez, em glória e majestade. Sua dignidade pessoal, Sua santa lei exaltada, são os temas que têm sido abordados com simplicidade e poder.” Carta 83, 1895. Ev. 187.2. 

 

 

Uma Mensagem Positiva

 

“Apresentai com voz genuína uma mensagem afirmativa. Exaltai-O, ao Homem do Calvário, cada vez mais alto. Há poder na exaltação da cruz de Cristo.” Ev 187.3.

 

“Cristo deve ser pregado, não em forma de controvérsia mas de maneira afirmativa. Assumi a vossa posição sem contenda. Não sejam indecisas as vossas palavras em momento algum. A Palavra do Deus vivo deve ser o alicerce de nossa fé. Reuni as mais vigorosas declarações afirmativas atinentes à expiação que Cristo fez pelos pecados do mundo. Mostrai a necessidade dessa expiação, e dizei aos homens e mulheres que se se arrependerem e se tornarem leais à lei de Deus, podem ser salvos. Reuni todas as declarações afirmativas e provas que fazem do evangelho as boas novas de salvação para todos quantos recebem a Cristo e nEle creem como seu Salvador pessoal.” Carta 65, 1905. Ev. 187.4.

 

Pastor Davi Paes Silva.

 

Presidente da Conferência Geral dos Adventistas do 7º Dia Movimento de Reforma.

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