Perspectiva adventista

 

"E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim." Mateus 24: 14:.

 

 

1. Para esclarecer questões.

 

“A indisposição de ceder a opiniões preconcebidas, e aceitar esta verdade, estava à base de grande parte da oposição manifestada em Mineápolis contra a mensagem do Senhor através dos irmãos [E. J.] Waggoner e [A. T.] Jones. Promovendo aquela oposição, Satanás teve êxito em afastar do povo, em grande medida, o poder especial do Espírito Santo que Deus anelava comunicar-lhes. O inimigo impediu-os de obter a eficiência que poderiam ter tido em levar a verdade ao mundo, como os apóstolos a proclamaram depois do dia de Pentecostes. Sofreu resistência a luz que deve iluminar toda a Terra com a sua glória. Pela ação de nossos próprios irmãos tem sido, em grande medida, conservada afastada do mundo.” Mensagens Escolhidas, vol. 1, págs. 234 e 235.

 

“Alguns de nossos irmãos têm expressado receio de que estejamos dando demasiada ênfase ao assunto da justificação pela fé. Espero, porém, que ninguém fique desnecessariamente alarmado. Oro nesse sentido, pois não há perigo em apresentar essa doutrina como é exposta nas Escrituras. No passado, se não tivesse havido negligência em instruir adequadamente o povo de Deus, agora não haveria necessidade de chamar a atenção especial [para essa doutrina]. ... As grandíssimas e preciosas promessas a nós concedidas nas Escrituras têm sido perdidas de vista, em grande extensão, justamente como o inimigo de toda a justiça pretendia que fosse. Ele estendeu sua sombra densa entre nós e nosso Deus, para que não vejamos o verdadeiro caráter divino. O Senhor proclamou-Se a Si mesmo como sendo ‘misericordioso e piedoso, tardio em iras e grande em beneficência e verdade’.” The Review and Herald, 1º de abril de 1890.

 

“Reiteradas vezes tem sido apresentado a mim o perigo de nutrir, como povo, falsas ideias acerca da justificação pela fé. Durante anos, tem-me sido mostrado que Satanás trabalharia de maneira especial para confundir a mente quanto a esse ponto. A lei de Deus tem sido enfatizada e apresentada às congregações de maneira destituída do conhecimento de Jesus Cristo, à semelhança da oferta de Caim. Foi-me mostrado que muitos se mantêm afastados da fé, devido às ideias embaralhadas e confusas acerca da salvação, e porque os pastores têm trabalhado de maneira errônea para alcançar os corações. O tema que durante anos tem sido recomendado com insistência à minha mente é a justiça imputada de Cristo. Tendo sido este assunto constantemente enfatizado diante de mim, tenho estranhado que este não se tenha tornado o tema de sermões em nossas igrejas em todas as partes do país. Eu o tenho apresentado em quase todo sermão e palestra que hei proferido.” Fé e Obras, pág. 18.

 

 

O lugar da justificação

 

“Se, mediante a graça de Cristo, Seu povo se tornar novos odres, Ele os encherá com o vinho novo. Deus concederá mais luz. Antigas verdades serão recuperadas e postas na moldura da verdade. Onde quer que forem, os obreiros hão de triunfar. Sendo embaixadores de Cristo, cumpre-lhes pesquisar as Escrituras, procurar as verdades ocultas sob o pó do erro. Todo raio de luz recebido deve ser comunicado aos outros. Um interesse predominará, um assunto absorverá todos os outros – Cristo, Justiça Nossa.” The Review and Herald, 23 de dezembro de 1890.

 

“O sacrifício de Cristo, como expiação pelo pecado, é a grande verdade em torno da qual se agrupam as outras. ... Isto precisa ser o fundamento de todo discurso feito por nossos pastores.” Gospel Works, pág. 190.

 

“Nunca se deve pregar um sermão sem apresentar a Cristo, e Ele crucificado, como a base do Evangelho.” Idem, pág. 158.

 

“Suspenso na cruz, Cristo era o Evangelho. Agora, temos a mensagem: ‘Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo’. Não conservarão nossos membros de igreja o olhar fixo no Salvador crucificado e ressurreto, em quem está centrada sua esperança de vida eterna? Esta é nossa mensagem, nosso argumento, nossa doutrina, nossa advertência ao impenitente, nosso encorajamento para os que choram, a esperança para todo crente. Se pudermos suscitar um interesse na mente dos homens que os leve a fixar os olhos em Cristo, poderemos afastar-nos, recomendando-lhes tão somente que continuem a fixar o olhar no Cordeiro de Deus. Aquele cujos olhos estão fixos em Jesus abandonará tudo. Morrerá para o egoísmo. Crerá em toda a Palavra de Deus, a qual é tão gloriosa e admiravelmente exaltada em Cristo.

 

“Quando o pecador contempla a Jesus como Ele é, um Salvador todo-compassivo, esperança e segurança lhe tomam posse da alma. Desvalido, sem reserva nenhuma, ele se apega a Jesus. Ninguém, ao contemplar a Cristo crucificado, poderá permanecer por muito tempo na dúvida. A incredulidade não mais existe.” SDA Bible Commentary, vol. 6, pág. 1113.

 

“O tema que atrai o coração do pecador é Cristo, e Este crucificado. Na cruz do Calvário, Jesus é revelado ao mundo em incomparável amor. Apresentai-O assim às multidões famintas. A luz de Seu amor desviará homens das trevas para a luz, da transgressão para a obediência e verdadeira santidade. Contemplar a Jesus sobre a cruz do Calvário desperta a consciência para o hediondo caráter do pecado como nada mais o pode fazer.” The Review and Herald, 22 de novembro de 1892.

 

 

 

Importância da mensagem

 

“Vários me escreveram, indagando se a mensagem da Justificação pela fé é a mensagem do terceiro anjo. Tenho respondido: ‘É a mensagem do terceiro anjo, em verdade’.” Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 372.

 

“Foram-me mostrados três degraus: a primeira, a segunda e a terceira mensagens angélicas. Disse o meu anjo assistente: “Ai de quem mover um bloco ou mexer num alfinete dessas mensagens. A verdadeira compreensão delas é de vital importância. O destino das almas depende da maneira em que são recebidas.” Primeiros Escritos, pág. 258.

 

“Em Sua grande misericórdia, o Senhor enviou preciosa mensagem a Seu povo, por intermédio dos pastores Waggoner e Jones. Esta apresentava, de maneira mais preeminente diante do mundo, o Salvador crucificado, o sacrifício pelos pecados de todo o mundo. Mostrava a justificação pela fé no Fiador, convidava o povo para receber a justiça de Cristo, que se manifesta na obediência a todos os mandamentos de Deus. Muitos perderam Jesus de vista. Deviam ter conservado fixo o olhar em Sua divina pessoa, em Seus méritos e em Seu imutável amor pela família humana. Todo o poder foi entregue em Suas mãos, para que Ele pudesse conceder ricos dons aos homens, transmitindo a inestimável dádiva de Sua justiça ao débil ser humano. Esta é a mensagem que Deus manda proclamar ao mundo. É a terceira mensagem angélica que deve ser proclamada com alto clamor e regada com o derramamento de Seu Espírito Santo em grande medida.” Testemunhos para Ministros, págs. 91 e 92.

 

 

Sinopse

 

Estudo cuidadoso, analítico e profundo acerca da teologia de Paulo, como se encontra nas epístolas dele, claramente faz com que o pesquisador chegue ao centro do pensamento teológico paulino: O Evangelho de Cristo. Para o apóstolo, isto significa que o Evangelho de Cristo (ou salvação somente pela graça, ou justificação pela fé) é o núcleo em torno do qual gravitam todas as demais doutrinas.

 

Lutero, Calvino e outros Reformadores, todos mantiveram a mesma posição: justificação somente pela fé é a base de toda doutrina verdadeira.

 

Ellen G. White está em harmonia com Paulo e os Reformadores quando declara que “nunca se deve pregar um sermão sem apresentar a Cristo, e Ele crucificado, como a base do Evangelho.” Obreiros Evangélicos, págs. 158 e 159.

 

“Suspenso na cruz, Cristo era o Evangelho. ... ‘Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!’ João 1: 29. Não conservarão nossos membros de igreja o olhar no Salvador crucificado e ressurreto, no qual estão centralizadas suas esperanças de vida eterna? Esta é nossa mensagem, nosso argumento, nossa doutrina, nossa advertência ao impenitente, nosso encorajamento para os que choram, a esperança para todo crente.” SDA Bible Commentary, vol. 6, pág. 1113.

 

“A mensagem da justiça de Cristo há de soar desde uma até a outra extremidade da Terra, a fim de preparar o caminho ao Senhor. Esta é a glória de Deus com que será encerrada a mensagem do terceiro anjo.” Testimonies, vol. 6, pág. 19.

 

 

Pastor Joraí Pereira da Cruz.

 

Presidente da Missão do Quênia dos Adventistas do 7º Dia Movimento de Reforma.

 

Você é o nosso visitante número: 535

© Salvos pela Graça 2011. Todos os direitos reservados
Desenvolvimento e hospedagem: Top 7 Tecnologia