A Condição do ser humano após a queda

 

“Deus fez ao homem reto, mas eles buscaram muitas invenções.” Eclesiastes 7:29.

 

 “Aquele que é vencido fica escravo do vencedor.” 2 Pedro 2:19.

 

 

“Pela desobediência, as faculdades [do homem] foram pervertidas. O egoísmo tomou o lugar do amor. Sua natureza tornou-se de tal maneira enfraquecida pela transgressão que lhe era impossível, em sua própria força, resistir ao poder do mal. Fez-se cativo de Satanás.

 

“Depois de pecar, porém, já não podia encontrar alegria na santidade, e procurou esconder-se da presença de Deus.” Caminho a Cristo, pág. 17.

 

“Depois de seu pecado, Adão e Eva não mais deviam habitar no Éden. Rogaram encarecidamente para que pudessem permanecer no lar de sua inocência e alegria. Reconheceram que haviam perdido todo o direito àquela morada feliz, mas prometeram que, no futuro, prestariam estrita obediência a Deus. Foi-lhes dito, porém, que sua natureza ficara depravada pelo pecado. Sua força para resistir ao mal estava diminuída, e aberto o caminho para Satanás ganhar mais fácil acesso a eles. Em sua inocência, tinham cedido à tentação. Então, em estado de culpa consciente, teriam menos poder para manter sua integridade.” Patriarcas e Profetas, pág. 61.

 

“Em virtude do pecado, a posteridade [de Adão] nasceu com propensão inerente à desobediência.”  SDA Bible Commentary, vol. 5, pág. 1128.

 

“Deus declara: ‘Não há um justo, nem um sequer’. Romanos 3:10. Todos têm a mesma natureza pecaminosa. Todos estão sujeitos a cometer erros. Ninguém é perfeito.” Nos Lugares Celestiais, pág. 292.

 

 

Há um contraste aberto entre a condição de Adão antes e depois da queda:

 

1. Não mais refletia a imagem de Deus.

2. Tendo a consciência pesada pela culpa, tornou-se manchado pelo pecado.

3. Suas faculdades tornaram-se pervertidas e sua mente desequilibrada.

4. Tornou-se sujeito à enfermidade, sofrimento e morte.

5. Sua natureza foi depravada pelo pecado.

6. Adquiriu propensão à desobediência.

 

Com a natureza depravada, pecaminosa, em inimizade contra a lei de Deus, e com propensões inerentes à desobediência, pode o homem, por si mesmo, render obediência perfeita a essa lei? Obviamente não.

 

“Visto que somos pecaminosos, profanos, não podemos obedecer perfeitamente a uma lei santa. Não possuímos justiça em nós mesmos com a qual possamos satisfazer às exigências da lei de Deus.” Steps to Christ, pág. 62.

 

“A lei requer justiça — vida justa, caráter perfeito. Isso o homem não tem para dar. Não pode satisfazer as reivindicações da santa lei divina.” O Desejado de Todas as Nações. pág. 762.

 

“Porquanto, o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne — ou seja, ela não podia justificar o homem, porque em sua natureza pecaminosa este não a poderia guardar.” Patriarcas e Profetas, pág. 373.

 

“Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz.” Romanos 8:7.

 

 

 

Portanto:

 

“Não há justo, nem um sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, a uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer.” Romanos 3:10-12.

 

“Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades, como um vento, nos arrebatam.” Isaías 64: 6.

 

“Por nós mesmos não podemos nos prover das vestes de justiça. Diz o profeta: ‘Todas as nossas justiças são como trapo da imundícia.’ Isaías 64:6. Não existe em nós coisa nenhuma com a qual possamos vestir o caráter, de modo que não apareça sua nudez.” Para Conhecê-Lo, pág. 302.

 

“Com as seguintes palavras, o profeta Oséias indicara o que constitui a própria essência do farisaísmo: ‘Israel é uma videira estéril; dá fruto para si mesmo’. Oséias 10:1 – Versão Trinitariana. Em seu pretenso serviço a Deus, os judeus estavam, na verdade, trabalhando para o próprio eu. Sua justiça era fruto de seus próprios esforços para guardar a lei, segundo suas próprias ideias, e para seu benefício pessoal, egoísta. Por isso, a justiça deles não podia ser melhor que eles mesmos. Em seu esforço por se tornarem santos, procuravam tirar uma coisa pura de outra imunda. A lei de Deus é santa como Ele próprio é santo, perfeita como Ele é perfeito. Ela apresenta aos homens a justiça de Deus. É impossível ao homem, de si mesmo, guardar essa lei, pois a natureza do homem é depravada, deformada, e inteiramente diversa do caráter de Deus. As obras do coração egoísta são como coisa imunda.” ‘Todas as nossas justiças são como trapo da imundícia’. Isaías 64: 6. ”O Maior Discurso de Cristo, pág. 54.

 

“A exemplo de Nicodemos, é possível que nos tenhamos lisonjeado com a ideia de que nossa vida tem sido justa, nosso caráter moral reto, julgando não termos necessidade de humilhar diante de Deus o coração, como o pecador vulgar. Quando a luz de Cristo nos ilumina a alma, porém, vemos o quanto somos impuros. Discernimos o egoísmo dos nossos motivos, nossa inimizade contra Deus, que têm maculado todos os atos de nossa vida. Então, reconheceremos que nossa justiça própria é, na verdade, como trapos imundos.” Conflict and Courage, pág. 292.

 

O homem não é pecador somente em virtude de suas ações pecaminosas, pois estas são resultado de sua natureza pecaminosa. Davi reconheceu isso quando declarou: “Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe.” Salmos 51:5.

 

Paulo confirmou o mesmo fato quando admitiu: “Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, e sim o pecado que habita em mim. ... Porque, no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus; mas vejo, nos meus membros, outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros.” Romanos 7:20, 22 e 23.

 

 

“Existe, em cada coração, não apenas poder intelectual, mas espiritual: percepção do que é reto, anelo de bondade. Contra estes princípios, porém, há um poder contendor, antagônico. O resultado de ter comido da árvore da ciência do bem e do mal é manifesto na experiência de todo homem. Em sua natureza há uma tendência para o mal, uma força à qual, sem auxílio, ele não poderá resistir. Para opor resistência a esta força, para atingir aquele ideal que, no íntimo de sua alma, ele aceita como o único digno, não pode encontrar auxílio senão em um poder. Esse poder é Cristo.” Educação, pág. 29.

 

 

Abismo intransponível

 

Pela transgressão da lei, o homem ficou diante de um abismo intransponível. A condição única e imutável de vida eterna é obediência perfeita e constante à lei de Deus. Entretanto, em virtude do pecado, o homem separou-se de Deus, pondo-se numa situação em que, por si mesmo, não há a mais leve possibilidade de obedecer a lei. E Deus aceita somente obediência completa.

 

“É-nos impossível, por nós mesmos, escapar ao abismo do pecado em que estamos mergulhados. Nosso coração é ímpio, e não o podemos transformar. ‘Quem do imundo tirará o puro? Ninguém!’ Jó 14:4. ‘A inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser’. Romanos 8:7. Educação, cultura, exercício da vontade, esforço humano, todos têm sua devida esfera de ação, mas neste caso são impotentes. Poderão levar a um procedimento exteriormente correto, mas não podem mudar o coração. São incapazes de purificar as fontes da vida.” Caminho a Cristo, pág. 18.

 

“Se juntássemos tudo que é bom e santo, nobre e belo no homem, e apresentássemos o resultado aos anjos de Deus, como parte na salvação da alma humana ou na obtenção de mérito, a proposta seria rejeitada como traição.” Fé e Obras, pág. 24.

 

“Torne-se distinto e claro o assunto de que não é possível efetuar coisa nenhuma em nossa posição diante de Deus, ou no dom de Deus para nós, por meio do mérito de seres criados. Se a fé e as obras adquirissem o dom da salvação para alguém, o Criador estaria em obrigação para com a criatura. Eis aqui uma oportunidade para a falsidade ser aceita como verdade. Se alguém pode merecer a salvação por alguma coisa que faça, encontra-se, então, na mesma posição dos católicos, para fazer penitência por seus pecados. Nesse caso, a salvação consiste, em parte, numa dívida que pode ser quitada com o pagamento. Se o homem não pode, por qualquer de suas boas obras, merecer a salvação, então ela tem de ser inteiramente pela graça recebida pelo homem, como pecador, porque ele aceita a Jesus e crê nEle. A salvação é inteiramente dom gratuito. A justificação pela fé está fora de controvérsia. Toda essa discussão estará terminada logo que seja estabelecida a questão de que os méritos do homem caído, em suas boas obras, jamais poderão garantir para ele a vida eterna.” Fé e Obras, pág. 19 e 20.

 

“Como é possível para mim a salvação?” Convém lembrar: Salvação é uma impossibilidade humana. Nosso consolo único é saber que “o que é impossível para os homens é possível para Deus.” Lucas 18:27. NVI.

 

 

Sinopse

 

“Deus fez o homem reto. Concedeu-lhe traços nobres de caráter, sem nenhuma tendência para o mal. Dotou-o de capacidades intelectuais elevadas, e apresentou-lhe os mais fortes incentivos possíveis para que fosse fiel a seu dever.” Patriarcas e Profetas, pág. 49.

 

“O homem foi originariamente dotado de faculdades nobres e de espírito bem equilibrado. Era perfeito, e estava em harmonia com Deus. Seus pensamentos eram puros, santos os seus intentos.” Steps to Christ, pág. 17.

 

“O primeiro Adão foi criado puro, sem pecado. Nele não havia a mais leve mácula de pecado. Era imagem de Deus. Podia pecar, e caiu em pecado, por meio da transgressão.” SDA Bible Commentary, vol. 5, pág. 1128.

 

“A desobediência [de Adão] fez com que suas faculdades se tornassem pervertidas. O egoísmo tomou o lugar do amor. Sua natureza tornou-se de tal maneira debilitada em virtude da transgressão que lhe era impossível, em sua própria força, resistir ao poder do mal. Tornou-se cativo de Satanás... Depois de haver pecado, o homem não mais encontrou prazer na santidade. Procurou ausentar-se da presença de Deus.” Idem, pág. 17.

 

“Depois de seu pecado, Adão e Eva não mais deviam habitar no Éden. Rogaram encarecidamente para que pudessem permanecer no lar de sua inocência e alegria. Reconheceram que haviam perdido todo o direito àquela morada feliz, mas prometeram que, no futuro, prestariam estrita obediência a Deus. Foi-lhes dito, porém, que sua natureza ficara depravada pelo pecado. Sua força para resistir ao mal estava diminuída, e aberto o caminho para Satanás ganhar mais fácil acesso a eles. Em sua inocência, tinham cedido à tentação. Então, em estado de culpa consciente, teriam menos poder para manter sua integridade.” Patriarcas e Profetas, pág. 61.

 

“Em virtude do pecado de Adão, sua posteridade nasceu com propensões inerentes para a desobediência.” SDA Bible Commentary, vol. 5, pág. 1128.

 

“Visto que somos pecaminosos, profanos, não podemos obedecer perfeitamente a uma lei santa. Não possuímos justiça em nós mesmos com a qual possamos satisfazer às exigências da lei de Deus.”  Steps to Christ, pág. 62.

 

“A lei requer justiça — vida justa, caráter perfeito. Isso o homem não tem para dar. Não pode satisfazer as reivindicações da santa lei divina.” O Desejado de Todas as Nações, pág. 762.

 

 

Pastor Joraí Pereira da Cruz.

 

Presidente da Missão do Quênia dos Adventistas do 7º Dia Movimento de Reforma.

 

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